quarta-feira, 15 de agosto de 2018

DESTAQUES/MAIS LIDOS





As Antologias on line da CBJE tem sido ao longo dos anos uma das ferramentas mais eficazes na divulgação das obras dos novos autores brasileiros, com milhares de leituras/mês. Clique nos ícones "LER" para ver algumas das obras mais lidas nos últimos dias. Ou clique em qualquer capinha dos livros anunciados nesta página para ler todas as obras publicadas. São milhares disponíveis on line.
São Paulo / SP
Marina Moreno Leite Gentile
"A caixinha de núsica
Pato Branco / PR
Neri França F. Bocchese
"A formatura" 
Quatro Barras/PR
Iza Engel
"Acorda, Brasil!!!"
 

Ponta Grossa / PR
Josete Vichineski
"A magia da poesia
Belo Horizonte / MG
Alberto Magno R. Montes
"A divina comédia"
Guarulhos / SP
Teca Queiroz
"A casa azul"
 

Governador Valadares/MG
Abraão Leite Sampaio
"Ariano Suassuna"
 
Itatiba / SP
Alvorino dias
"Apocaplipse"
"
Rio de Janeiro / RJ
André Luiz O. Pinheiro
"Origem"
 

São Paulo / SP
San Cardoso
"Tâmara do Deserto"
""
Rio de Janeiro/RJ
Lucia Celeste V. Barbetta
"Livros"
 
Capanema / PA
Paulo Vasconcellos
"Idealismo com ..." 

Capanema / PA
Lourdes de Oliveira Silva
"Brasil" 
Nazaré / BA
Lucivalter de Almeida
Quem me der
a
Caçu / GO
Wagner Gomes
"Sonhando"
 

Pelotas/RS
Isabel Cristina Silva Vargas
"As flores em minha..."
 
Capanema / PA
Samuel Alencar da Silva
"Nossos olhares ..."
 
Belém/PA
Roselena Salgueiro Ruivo
"Palhaço"
 

Brasília / DF
Francisco José Nascimento
"Cafezinho" 
Campos dos Goytacazes / RJ
Jaídson Gonçalves
"Valor de momento"
 
São Carlos / SP
Fábio Ferraz
"Ambos"
 

Itabuna / BA
Romilton Batista de Oliveira
"Mais que um" 
Rio de Janeiro / RJ
Maria José Zanini tauil
"Suicídio"
o
Piracuruca / PI
Teresa Cristina Cerqueira
"Em tom de ..."
" 

São Paulo / SP
Ediloy A. C. Ferraro
"Nelly, a Catharina" 
Tunas / RS
João Riél de Oliveira Brito
"Existe aqui sobre..." 
Teresina / PI
Claudio Carvalho Fernandes
"Amar é..." 

Guapimirim / RJ
Helena Maria Ferreira
"Metanoia" 
Capanema / PA
Maria Ioneida Braga
Sonho de amor 
a
Caucaia / CE
Anderson Jean de Mendonça
"Nova razão" 

Gama / DF
Adeilton Oliveira de Queiroz
"Adversos do amor..." 
São Paulo/SP
José Everaldo de Araújo
"Sereia"
 
Florianópolis / SC
Sueli Dutra
Soneto do pescador "

Uruçuí / PI
Francisco Martins Silva
"As rosas
Rio de Janeiro / RJ
Ismar Carpenter Becker
"Pêndulo " 
Pato Branco / PR
Elizabeth Bonanese
"Bocas famigeradas" 

Darcy Ribeiro e o povo brasileiro

- A formação e o sentido do Brasil -


"Nós, brasileiros, ainda temos muito a fazer pela nossa autonomia enquanto nação. As nossas conquistas mais importantes ainda hão de vir, e não são, ao que se supõe à primeira vista, as de ordem econômica. Antes delas, e até mesmo como base para elas, precisamos, sim, conquistar definitivamente a nossa autonomia cultural como nação, patenteando os direitos de igualdade racial e permitindo
que o brasileiro se expresse culturalmente como "brasileiro", livre, sem se importar com o ranço de qualidade que as nossas elites insistem em manter para garantir seus privilégios.
A propósito, até mesmo como introito a este indispensável entendimento, sugerimos a leitura do texto de Voltaire Schilling, com edição de André Rocha, sobre o que pensava um dos nossos mais brilhantes pensadores: Darcy Ribeiro."



Isabel Vargas

Lucivalter de Almeida

Abraão Sampaio

Alvorino
Dias

Rubem
Braga

Lourdes de Oliveira

Raquel deQueiroz

Mario
Quintana

Maria
Elza

Samuel Alencar

Guimarães Rosa

Anderson
Mendonça

MEU TEXTO EM SELETA DE CONTOS DE AUTORES PREMIADOS/CBJE




Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS

Um novo tempo

Ela está na terceira idade. Sempre foi uma pessoa de riso fácil. Opção pela alegria e simpatia. Nunca foi fútil. Enfrentou agruras na infância, na adolescência. Sua única opção era estudar. Estudar, confiar em si, buscar novos caminhos para oportunizar vida melhor aos pais.
Relembrando o passado poderia dizer que foi bem-sucedida. Nível superior, respeitada no trabalho, conseguiu adquirir imóvel próprio na cidade e na praia, educou 4 filhos, ajudou os pais, irmão, viveu para a família.
As perdas foram inimagináveis. A tudo suportou. Foi forte como não imaginava que seria.
A vida foi seguindo seu curso. Filhos crescidos, cada um formando seu ninho. Viúva, queria continuar forte.
Mais uma vez, cumpriu seu papel. Ensinou-os a voar. Empurrou-os mostrando o caminho a seguir, garantindo-lhes lugar se fosse necessário voltar.
Antes, alegre, participativa, sempre buscando aprendizados novos, acreditava estar preparada para a fase que se descortinava à sua frente.
Ficou só e não queria dar preocupação ou trabalho aos filhos.
Cercou-se dos animais de estimação que ficaram com ela. Como o tempo começou a pesar, preferiu ficar a cuidar deles sozinha pensando que isso preencheria sua vida. Sempre foi uma pessoa que privou por sua privacidade, embora fosse comunicativa. Não gostava de viver na casa alheia.
Abandonou a pintura, os grupos de convivência que participava na universidade.
Sempre gostou de gente, por isso trabalhava com prazer, embora só tenha descoberto essa característica na meia idade.
 Gosta de ler e por isso acreditou que viver em sua própria companhia era sinal de boa autoestima. Teria os livros, a escrita através da qual exorcizou as dores, o artesanato, o tricô, os cães, a casa para cuidar e filhas e netos por companhia eventual nos finais de semana. No final do ano mais perda de familiares.
Quando perdeu o seu cãozinho favorito no alvorecer do último dia do ano passado, deitado em seu peito, sentiu muito. Já tinha a outra que tinha passado por cirurgia e estava enferma desde a primavera de 2017 vindo a falecer no início do atual inverno. Sentiu-se mais uma vez impotente e fragilizada.
Sempre teve medo do inverno que dependendo do grau de sofrimento que impõe aos idosos os leva para a viagem sem retorno. E este está especialmente frio. Gélido. Impiedoso.
Seu coração deu sinais de fraquejar. Sentia-se sozinha, isolada, triste, mesmo sempre tendo dito que queria ser uma idosa alegre, alto astral e leve.
Seu coração saiu do compasso. Quase extrapolou seus batimentos. Perigo! Foi parar no hospital. Conseguiu sair.
Agora está à espera de exames para saber como será seu futuro. Enquanto isso, reza para observar  a próxima primavera despontar e para a mudança de idade comemorar em novembro.
Tenta estabelecer metas a curto, médio e longo prazo como forma de se fortalecer e ludibriar a doença e o tempo inexorável.
No momento, estabelece um acordo com o calendário natural. Está a enumerar um arrazoado de motivos para convencê-lo e, sobretudo, convencer a si mesmo que merece uma nova chance.

                                                       


                                                        UM NOVO TEMPO


Ela está na terceira idade. Sempre foi uma pessoa de riso fácil. Opção pela alegria e simpatia. Nunca foi fútil. Enfrentou agruras na infância, na adolescência. Sua única opção era estudar. Estudar, confiar em si, buscar novos caminhos para oportunizar vida melhor aos pais.
Relembrando o passado poderia dizer que foi bem-sucedida. Nível superior, respeitada no trabalho, conseguiu adquirir imóvel próprio na cidade e na praia, educou 4 filhos, ajudou os pais, irmão, viveu para a família.
As perdas foram inimagináveis. A tudo suportou. Foi forte como não imaginava que seria.
A vida foi seguindo seu curso. Filhos crescidos, cada um formando seu ninho. Viúva, queria continuar forte.
Mais uma vez, cumpriu seu papel. Ensinou-os a voar. Empurrou-os mostrando o caminho a seguir, garantindo-lhes lugar se fosse necessário voltar.
Antes, alegre, participativa, sempre buscando aprendizados novos, acreditava estar preparada para a fase que se descortinava à sua frente.
Ficou só e não queria dar preocupação ou trabalho aos filhos.
Cercou-se dos animais de estimação que ficaram com ela. Como o tempo começou a pesar, preferiu ficar a cuidar deles sozinha pensando que isso preencheria sua vida. Sempre foi uma pessoa que privou por sua privacidade, embora fosse comunicativa. Não gostava de viver na casa alheia.
Abandonou a pintura, os grupos de convivência que participava na universidade.
Sempre gostou de gente, por isso trabalhava com prazer, embora só tenha descoberto essa característica na meia idade.
 Gosta de ler e por isso acreditou que viver em sua própria companhia era sinal de boa autoestima. Teria os livros, a escrita através da qual exorcizou as dores, o artesanato, o tricô, os cães, a casa para cuidar e filhas e netos por companhia eventual nos finais de semana. No final do ano mais perda de familiares.
Quando perdeu o seu cãozinho favorito no alvorecer do último dia do ano passado, deitado em seu peito, sentiu muito. Já tinha a outra que tinha passado por cirurgia e estava enferma desde a primavera de 2017 vindo a falecer no início do atual inverno. Sentiu-se mais uma vez impotente e fragilizada.
Sempre teve medo do inverno que dependendo do grau de sofrimento que impõe aos idosos os leva para a viagem sem retorno. E este está especialmente frio. Gélido. Impiedoso.
Seu coração deu sinais de fraquejar. Sentia-se sozinha, isolada, triste, mesmo sempre tendo dito que queria ser uma idosa alegre, alto astral e leve.
Seu coração saiu do compasso. Quase extrapolou seus batimentos. Perigo! Foi parar no hospital. Conseguiu sair.
Agora está à espera de exames para saber como será seu futuro. Enquanto isso, reza para observar  a próxima primavera despontar e para a mudança de idade comemorar em novembro.
Tenta estabelecer metas à curto, médio e longo prazo como forma de se fortalecer e ludibriar a doença e o tempo inexorável.
No momento, estabelece um acordo com o calendário natural. Está a enumerar um arrazoado de motivos para convencê-lo e, sobretudo, convencer a si mesmo que merece uma nova chance.

                                        Isabel C S Vargas

MEU TEXTO EM 100 GRANDES POETAS MODERNOS/CBJE


Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS



Antecipação não pode gerar exclusão

JJuventude latente. Beleza juvenil.
Corpo em modificação. Hormônios em ebulição.
Quantas emoções diferentes, sentimentos contraditórios.
Alegria e tristeza, ousadia e medo.

Em épocas anteriores havia pouco diálogo.
Meninos e meninas tinham muito pudor.
Falar das coisas do corpo e dos sentidos
Era tabu para ambos.  Consequências inesperadas.

Hoje é tudo mais explícito. Todos sabem de tudo.
Mesmo assim ainda acontece o que ocorria outrora.
Antecipação de etapas, jovens engravidando cedo,
Mães inexperientes, pais sem preparo, etapas queimadas.

Muitos abandonam escola, outros não criam os filhos,
Não há maturidade para assumir compromisso,
Crianças em abrigo, pela absoluta falta de condições,
Emocionais, financeiras e estruturais de criar.

Não é regra geral, mas um número expressivo.
O que faltou? Diálogo entre a família,
O que nenhuma rede social substitui.
Confiança, acolhimento, amor, responsabilidade.

Criar filhos é algo eterno, pressupõe cumplicidade.
Orientar jovens é missão complicada,
Mas fundamental, para que sejam felizes.
Abandoná-los nunca. Para que eles não abandonem seus bebês.

A adolescência é tempo de descobertas
Exige orientação, franqueza, verdade.
Apoio para não ficarem perdidos.
E assumirem seus filhos com amor.

MEU TEXTO EM ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS 164/CBJE


Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Sentimentos


Sou movida a sentimentos.
Meus textos mostram meu perfil,
Em cada uma das situações vividas.
Já fui muito explosiva,
A maturidade e as pancadas da vida,
Serviram para mostrar muitas coisas,
Ensinamentos que absorvi.
Não somos deuses, embora Deus esteja em nós.
Não dominamos os acontecimentos.
Preocupar-se com antecipação é sofrimento vão.
Rancor, mágoa são podridões que devem ser afastadas.
Perdão é um sentimento nobre
Que beneficia a quem o concede.
Não aceitar o inevitável é tolice.
Amar é a melhor coisa, inclusive a nós mesmos,
Para nos preservarmos de quem não nos respeita.
Respeito é fundamental.
Vivamos experimentado os sentimentos bons
Que eles nos farão ter uma bagagem leve
Por ocasião da partida.
Levamos o amor que dermos
E o que tivermos recebido dos outros.