|
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
REVISTA EISFLUÊNCIAS OUTUBRO 2018/EDIÇÃO 53
SELECIONADOS PARA A REVISTA LITERALIVRE 12ª EDIÇÃO
Confiram a Lista de Selecionados para a 12ª edição:
Selecionados
A Caixa de Segredos - Isis Liz - Belo Horizonte/MG
A Complexada - Paulo Luís Ferreira - São Bernardo do Campo/SP
A Convidada Italiana - Luisa Costa Cisterna - Calgary/Alberta, Canadá
A Dona Pomba - Simone Kodama - São Paulo/SP
A hora de parar - Maroel Bispo - Feira de Santana/BA
A Irmandade do Medo - Gerson Machado de Avillez - Rio de Janeiro/RJ
A mulher que vende calcinhas - Carolina de Toledo Braga – Lumiar/RJ
A todos que nunca choraram - Charles Burck -Rio de Janeiro/RJ
Alegoria Para Recomeços - Lucas Luiz – Guararema/SP
Anjo Decaído - Ludovico – Indaiatuba/SP
Artista do Mês – Stan Lee - Marcio Apoca (arte) – Ana Rosenrot (texto)
Aspereza - Carlos Jorge Azevedo - Santa Marinha do Zêzere-Baião-Portugal
Assim Seja - Valéria Cocenza dos Santos - Belo Horizonte/MG
Até o rosicler - Maria Carolina Fernandes Oliveira - Pouso Alegre/MG
Avaliando um Monstro - Maiky Oliveira Silva - Feira de Santana/BA
Bibliobrinquedoteca - Hilário Francisconi – Niterói/RJ
Brasil Abra Os Teus Porões! - Tinga das Gerais - Três Marias/MG
Cárcere Doméstico - Caroline Cristina Pinto Souza - Botucatu/SP
Cartas que (ainda) te quero cartas - William Eloi – Natal/RN
Como Sempre - Will Csi – Itapororoca/PB
Companheira de Bordo - Amélia Luz – Pirapetinga/MG
Compro Ouro - Rodrigo Ortiz Vinholo - São Paulo/SP
Córrego Areião - Albertino Fachin Dias – Amambai/MS
Corsário - João Rosa de Castro - São Paulo/SP
Crianças Armadas - Alberto Arecchi - Pavia – Itália
De pernas abertas - Tereza Du'Zai – Itajaí/SC
Demolição - Magali Guimarães - Águas Claras/DF
Doce Pecado - Carmem Aparecida Gomes-Ipameri/GO
Dona Cleo - Izabella Maddaleno - Juiz de Fora/MG
Drummond - Luiz Roberto da Costa Júnior – Campinas/SP
Duas Trovas Sobre A Coragem - Edweine Loureiro da Silva - Saitama – Japão
E como agir? - Vânia Bandeira – Aracajú/SE
É Fácil. Em Brasília – Waleska Barbosa – Brasília/DF
ECO - Sigridi Borges - São Paulo/SP
Encontro - Evandro de Campos – Parauapebas/PA
Era uma vez ...- Samuel Kauffmann - Rio de Janeiro/RJ
Espelho Meu - Leandro Emanuel Pereira – Portugal
Este Conto Daria Uma Peça - Ricardo Ryo Goto -São Paulo/SP
Estrutura – Leandro Martins de Jesus – Itapetinga/BA
Existencialismo - Sônia Aparecida de Brito Franco -São Bernardo do Campo/SP
Fácil - Beatriz Barbosa – Jaboticabal/SP
Fim de um Álbum de Amor - Lenoga Will - São Bernardo/MA
Foto - Larissa Cristina W.
Foto – Leo Dias - Porto Alegre/RS
Grávida - Ivo Aparecido Franco - São Bernardo do Campo/SP
História de Amor - Wilson Duarte – Itatiba/SP
Hot wheels - Guilherme Hernandez Filho – Santos/SP
Janela do Tempo - Waldir Capucci – Jacareí/SP
Lápis - Mário Sérgio de Melo - Ponta Grossa/PR
Le Cirque De Chuchu: Le Noire Danseur - David Leite – Jandira/SP
Lição Moral – Debrittus – Ipatinga/MG
Liquidação Anatômica - Nic Cardeal – Curitiba/PR
Livramento - Pietro Costa – Brasília/DF
Longe de minha amada - Pedro Rabello B. Corrêa – Lorena/SP
Mais uma prece - Daniela Genaro - São Paulo/SP
Medusa Enlouquecida - Penelope Jones – Curitiba/PR
Míngua Zumbi - Diogo Mendes - São Paulo/SP
Muito além da dor no corpo - Gracielle Torres Azevedo – Maceió/AL
Não Se Apaixone Pelo Poeta - Almir Floriano - São Paulo – SP
Nenhum Urso Pode Beber Cerveja No Céu – Ovidiu Bocsa – Romênia
O Amor em Tempos de Crise Econômica - Fernando Alves Medeiros - São Paulo/SP
O Encontro Glorioso – Humberto Lima - São Paulo/SP
O jogo - Vanessa Nunes - Rio de Janeiro/RJ
O Paraíso destruído - Sonia Regina Rocha Rodrigues – Santos/SP
O segredo de Desdémona - Joaquim Bispo – Odivelas, Portugal
O Tipo - Luís Amorim - Oeiras, Portugal
O Trem Fantasma - Ramon Carlos – Florianópolis/SC
O Último Natal - Vitor Luiz Leite - Rio de Janeiro/RJ
O veredito - Ronaldo Dória Jr - Rio de Janeiro/RJ
O Viajante do Tempo - Lucas Borges – Campanário/MG
Onde está o sonho? - Nercy Grabellos - Rio de Janeiro/RJ
Os Ladrões - Evandro Nunes da Silva - São Luís/MA
Pelo Menos - Rodrigo Duhau – Brasília/DF
Placidez - Paulo Vasconcellos – Capanema – Pará-Amazônia
Poema - Ricardo Moncorvo Tonet – Amparo/SP
Poetecer (Fotopoema) - Ilza Carla Reis - Euclides da Cunha/BA
Por que morremos todos os dias - Beth Fallahi - Poços de Caldas/MG
Primavera - Roselena de Fátima Nunes Fagundes – Camaçari/BA
Psicanálise e Alteridade - Vinícius Bandera - São Paulo-SP
Quando eu acordar - Lenilson Silva - Pedras de Fogo/PB
Quanta maldade!- Aparecida Gianello dos Santos - Martinópolis-SP
Que o destino me traga sustos - Olidnéri Bello – Fortaleza/CE
Razões Influenciadas - Maikon Douglas – Capanema-Pará-Amazônia
Recontando o amor - Lucas Vilela - Belo Horizonte/MG
Requiem Aeternam - Paulo Ras – Paranaguá/PR
Revolta - Clarice de Assis Rosa – Ituiutaba/MG
Saber Momento - Tiago Xavier – Natal/RN
Salvando as Borboletas - Isabel C S Vargas – Pelotas/RS
Sangue Alvinegro - J. Marcos B. - São Vicente/SP
São os teus gritos leves e radioativos – Sara Costa – Pequim, China
Sentimento - Ademir Moreno Aguilar - São Caetano do Sul/SP
Sorterrado - JAX – Brasília/DF
Terra - Ivanildo Antonio dos Santos Pessôa – Capanema/PA
Tham Luang - Márcio Castilho - Volta Redonda/RJ
Último Desejo - Micheli Biek - Vera Cruz/RS
Um sonho de Mamãe Oxum - Marcos Andrade Alves dos Santos – Canaan/Trairi/CE
Uma gaveta que não quer abrir - Victor Hugo Mariano – Milagres/CE
Vá à Merda - Eduard Traste – Florianópolis/SC
Vida Areia - Francisco Guilherme – Santo André/SP
Violetas - Ícaro Marques Estevam - Coronel Fabriciano/MG
Vitrolo – Augusto de Sousa – Itajaí/SC
Viva o amor! - Maria Elza Fernandes Melo Reis – Capanema/PA
Zé da Luz e Deus na Terra do Sol - Eduardo Lima - Três Marias/MG
Parabéns aos selecionados!!!
http://cultissimo.wixsite.com/revistaliteraliv…/selecionados
terça-feira, 13 de novembro de 2018
MEU TEXTO EM PANORAMA LITERÁRIO BRASILEIRO 2018/CONTOS/CBJE
Pelotas / RS
Um novo tempo
Ela está na terceira idade. Sempre foi uma pessoa de riso fácil. Opção pela alegria e simpatia. Nunca foi fútil. Enfrentou agruras na infância, na adolescência. Sua única opção era estudar. Estudar, confiar em si, buscar novos caminhos para oportunizar vida melhor aos pais.
Relembrando o passado poderia dizer que foi bem-sucedida. Nível superior, respeitada no trabalho, conseguiu adquirir imóvel próprio na cidade e na praia, educou 4 filhos, ajudou os pais, irmão, viveu para a família. As perdas foram inimagináveis. A tudo suportou. Foi forte como não imaginava que seria. A vida foi seguindo seu curso. Filhos crescidos, cada um formando seu ninho. Viúva, queria continuar forte. Mais uma vez, cumpriu seu papel. Ensinou-os a voar. Empurrou-os mostrando o caminho a seguir, garantindo-lhes lugar se fosse necessário voltar. Antes, alegre, participativa, sempre buscando aprendizados novos, acreditava estar preparada para a fase que se descortinava à sua frente. Ficou só e não queria dar preocupação ou trabalho aos filhos. Cercou-se dos animais de estimação que ficaram com ela. Como o tempo começou a pesar, preferiu ficar a cuidar deles sozinha pensando que isso preencheria sua vida. Sempre foi uma pessoa que privou por sua privacidade, embora fosse comunicativa. Não gostava de viver na casa alheia. Abandonou a pintura, os grupos de convivência que participava na universidade. Sempre gostou de gente, por isso trabalhava com prazer, embora só tenha descoberto essa característica na meia idade. Gosta de ler e por isso acreditou que viver em sua própria companhia era sinal de boa autoestima. Teria os livros, a escrita através da qual exorcizou as dores, o artesanato, o tricô, os cães, a casa para cuidar e filhas e netos por companhia eventual nos finais de semana. No final do ano mais perda de familiares. Quando perdeu o seu cãozinho favorito no alvorecer do último dia do ano passado, deitado em seu peito, sentiu muito. Já tinha a outra que tinha passado por cirurgia e estava enferma desde a primavera de 2017 vindo a falecer no início do atual inverno. Sentiu-se mais uma vez impotente e fragilizada. Sempre teve medo do inverno que dependendo do grau de sofrimento que impõe aos idosos os leva para a viagem sem retorno. E este está especialmente frio. Gélido. Impiedoso. Seu coração deu sinais de fraquejar. Sentia-se sozinha, isolada, triste, mesmo sempre tendo dito que queria ser uma idosa alegre, alto astral e leve. Seu coração saiu do compasso. Quase extrapolou seus batimentos. Perigo! Foi parar no hospital. Conseguiu sair. Agora está à espera de exames para saber como será seu futuro. Enquanto isso, reza para observar a próxima primavera despontar e para a mudança de idade comemorar em novembro. Tenta estabelecer metas a curto, médio e longo prazo como forma de se fortalecer e ludibriar a doença e o tempo inexorável. No momento, estabelece um acordo com o calendário natural. Está a enumerar um arrazoado de motivos para convencê-lo e, sobretudo, convencer a si mesmo que merece uma nova chance. |
MEU TEXTO EM PANORAMA LITERÁRIO 2018/POESIA
Pelotas / RS
Santo Delírio
Este que me sacode com frequência
trazendo momentos já vividos jamais esquecidos pelo tempo e revividos dia e noite com intensidade.
Delírios de te ter junto à mim,
deliciar-me, ora com teu sorriso meigo, ora, com tua gargalhada debochada ambos sempre inesquecíveis na memória.
O tempo passa e não esqueço teu olhar,
o formato de tua mão, o tom de tua voz tuas expressões, teu caminhar. Santo Delírio que te mantém em mim. |
MEU TEXTO EM CONTOS SELECIONADOS/TOMA LÁ,DÁ CÁ/CBJE
Pelotas / RS
Uma situação bem atual / Muda Brasil
Este caso é apenas mais um a ocorrer em um país de quatorze milhões de desempregados, relevante crise econômica, social, moral, política, com falta de oportunidades para jovens, portas fechadas para quem se encaminha para o envelhecimento, mesmo estando quase uma década antes da idade considerada pela Lei.
Helena é casada, tem um filho, um neto. É uma pessoa dinâmica, de origem humilde, criada, basicamente, pela mãe. Fez curso superior e trabalhava na sua área de formação. O marido não chegou a fazer curso superior e trabalhava desde pouca idade. Tinha experiência em vários ramos. Há uns anos atrás estava vivenciando uma fase boa. Gerenciava uma instituição de significativo valor social, tinha um carrinho popular e estava morando em casa própria que acabara de construir via financiamento. Estava feliz e não imaginaria passar dificuldades nesta fase da vida, aos quarenta e poucos anos de idade. Em uma virada excepcional de ventos favoráveis que passaram a soprar bem distante, viu-se desempregada junto com o marido. Que fazer? Começou uma incessante batalha para voltar ao mercado de trabalho, enviando currículos, procurando vários tipos de colocação, fazendo concurso. Para sobreviverem começou a trabalhar no ramo de alimentação e o marido fazendo distribuição e entrega. Há seis anos trabalha nesta atividade. A legislação sofreu mudanças logo que se desempregou, houve aumento de idade para aposentadoria por tempo de serviço. Sua perspectiva de aposentadoria tornou-se muito distante pois trabalha para sobreviver sem conseguir manter as contribuições durante todos estes anos. Assim como ela, outras tantas mulheres e homens sofrem sem emprego, sem plano de saúde, e muito pouca esperança. |
Assinar:
Postagens (Atom)