quarta-feira, 21 de março de 2018

ANTOLOGIA LOGOS DA FÉNIX Nº 30/MARÇO DE 2018


FÉNIX






LOGOS Nº 30
MARÇO - 2018

CARMO
VASCONCELOS
HENRIQUE L. RAMALHO

Estimados Escritores e Poetas Amigos,
É com grato prazer que lhes apresentamos a 30ª Antologia "LOGOS" - Março 2018, da FÉNIX, com um total de 
323 participações de 15 países
(dos quais 
33 são novos autores)
  
212112522121
AlemanhaAngolaArgentinaBrasilEquadorEspanhaEUALuxemburgo


26126122
MexicoMoçambiqueNamibiaPortugalSuiçaUruguaiVenezuela


Confiram abaixo as respectivas páginas, nomeados os autores por ordem alfabética, e nos comuniquem qualquer omissão ou lapso encontrado, que, prontamente, o corrigiremos. 


A todos agradecemos, sensibilizados, pela numerosa e honrosa participação a esta nossa 30ª Antologia, que tencionamos continuar bimestralmente, esperando que nos honrem sempre com as vossas inspiradas letras e amistosas participações.

Ficaremos gratos se deixarem os vossos comentários no Livro de Visitas da FÉNIX:
Caro Autor solicite-nos o seu selo de participante nas Antologias "LOGOS" , a fim de o personalizarmos com o seu nome:


Com o nosso abraço,
Carmo Vasconcelos e Henrique Lacerda Ramalho 





O Cósmico criador ou energia divina manifestada como palavra falada, a idéia do pensamento divino objectivado pela enunciação divina;
LOGOS no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou falada — o VERBO.
Mas a partir de filósofos gregos como Heráclito passou a ter um significado mais amplo.
LOGOS passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.
Há traduções do Evangelho em que LOGOS é o "VERBO".
O LOGOS também pode ser visto como  o "MOTIVO" de todas as coisas, sendo a causa que explica o anseio existencial humano tão discutido pela filosofia. 

 

TEXTO 28/2018/ MINHAS AVÓS EM MINHA VIDA


                                   MINHAS AVÓS  EM MINHA VIDA


Vou falar de duas mulheres que  nasceram no final do século  XIX e faleceram  na segunda  metade do século  vinte. Uma, quando eu tinha por volta de uns onze anos de idade  e, a outra quando eu tinha vinte e cinco anos.Esta, mãe  de minha mãe. 
Curiosamente,na data de hoje li sobre Constelações  familiares que falava sobre a importância  da avó  materna na constituição  do bebê  de sua filha.
   Ambas foram muito significativas em minha vida. Da primeira lembro as comidas extremamente deliciosas que comia em sua casa,da sua paciência em conviver com meu avô, um tirano ,de acordo com minhas lembranças. 
Lembro que sofria muito de tosse e falta de ar. Não  sei precisar ,hoje , sua enfermidade, creio que algo como bronquite,asma.
Lembro de sua fala em uma ocasião  em que meu pai contara a ela que eu desejava fazer curso de Direito e não o magisterio como suas irmãs  ao que ela ,prontamente respondeu: -Deixa a menina ser o que quiser. Ideia libertária  em uma época  que a profissão indicada para as mulheres, como concessão era ser professora. 
A despeito do que dizia, comecei minha vida profissional no Magistério, antes mesmo de terminar o Curso  Normal  em meados de 1970.Neste mesmo ano entrei para a Faculdade de Direito.
A outra avó ,Mariana, foi  muito amada.
Foi meu exemplo de pessoa,de mulher,que depois transferi para minha mãe. Teve onze filhos,dois quais quatro morreram. Criou sete com muita determinação  e amor. O respeito dos filhos era algo maravilhoso.
Ensinou-os a ler e escrever em casa.
Pobre,meu avô  era funileiro,  ela cuidou de todos como uma leoa .Com amor e disciplina.
Com a morte de meu avô  em 1958 , após um período de enfermidade, que eu acredito ter sido esclerose, eu com seis para sete anos, diria que ela entregou os pontos,deixou a batalha da vida para os mais novos.
Ela era obesa, quase não enxergava devido ao que deveria ser catarata.
Passou a viver na cama e ali permaneceu durante dezoito anos.
Seus filhos revezavam-se no cuidado,cada turno um ficava com ela para os demais trabalharem,tanto os homens como as mulheres.Era uma dedicação, carinho ,respeito e amor inigualáveis. 
Faleceu em casa, como se costumava dizer, como um passarinho.Seu coração  foi ficando fraquinho,fraquinho  até  que partiu com mais de 90 anos. 
O mais impressionante de tudo.é  que nunca a ouvi reclamar,nunca ouvi uma queixa sequer. 
 Vivia com o radinho de pilhas na cama para inteirar-se do que se passava.
Eu a amava muito, assim.como todos que a cercavam.
Hoje tenho cinco netos. A mais velha ,Marina, tem dezoito anos.Como minha filha divorciou-se quando ela tinha cinco anos, ela e a mãe  moraram comigo até  os seus quatorze anos.É  como se fosse minha filha.
Acompanhei-a desde a barriga da mãe. Escutávamos música  juntas e minha filha mostrava a barriga agitando-se com seus movimentos.
No seu primeiro dia de aula estava junto, nas apresentações  no colégio, no violão, na catequese,na dança,  no médico, tudo,enfim.
Sinto que o amor que ela tem por mim é  grande como o meu por ela.Sinto na sua preocupação  comigo, nas suas palavras, na sua disponibilidade com relação à  mim na nossa ligação por todas as perdas  que juntas passamos.
Frequentemente,declaramos nosso amor uma à  outra e creio que fui eu que a ensinei a externar os sentimentos.
Certa vez coloquei uma música que escutávamos quando ela estava na barriga de minha filha e ela ,prontamente,disse:-Ah, vó ,essa não que é  muito triste.E era mesmo.Talvez ela ja tivesse demonstrado isso é nós  achávamos  que ela gostava.
Amo meus outros netos,um casal da minha filha mais velha,mas eles são  pequenos, o Otávio  com cinco anos e a Amanda com três e os irmãos dela, gêmeos  de cinco anos Francisco e Augusto.
Desejo que todos eles sejam muito felizes.E que eu permaneça  viva em seus corações  quando eu não estiver mais aqui. Isso para mim é  sinônimo de eternidade.


 Isabel C S Vargas

segunda-feira, 19 de março de 2018

TEXTO 27/2018 O OLHAR


O olhar

É  o espelho da alma
Através  do qual enxergamos
Inúmeros sentimentos
Que podem nos encantar,ou não. 

Os bebês  mostram ternura
Alegria, satisfação, espanto.
Os apaixonados sinalizam amor,
Cumplicidade,paixão, encantamento.

As pessoas infelizes demonstram
Tristeza,raiva,insatisfação, ou,
Dor,desespero, que têm  na alma.
Apatia também é  possível perceber.

Quando conheço meu amor
O que me encantou foi seu olhar.
Inesquecível, inigualável.Sorridente!
Sim.Ele me sorria com seu lindo olhar.

Isabel C S Vargas
20.03.2018

POEMA ANTIGO QUE ENVIEI PARA CIRANDA DE CLARA DA COSTA





                                                         TEU OLHAR


Teu olhar
É límpido como o mar
suave como a brisa de verão
sincero como o riso de uma criança.




Teu olhar
para mim
é o espelho de tua alma
que me revela
em certos momentos
uma doce cumplicidade
uma grande afinidade
um turbilhão de sentimentos
que só quem quer viver intensamente
é capaz de transmitir.




Teu olhar
tem o calor do sol
o brilho do luar
a transparência do mar
a mansidão das planícies
onde repousam os sonhos
daqueles que te amam.



PUBLICADO NO LIVRO DO PORTAL DO POETA BRASILEIRO LANÇADO NA BIENAL DO RIO DE JANEIRO DE 2011
Isabel C S Vargas

domingo, 18 de março de 2018

CONTOS DE OUTONO/EDIÇÃO ESPECIAL 2018/CBJE



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Beatriz Brandt Weiser (14/01/1968) - Florianópolis / SC
Engenheira
Conto: Mais ou menos verdade


Cláudio Carvalho Fernandes (18/03/1964) - Teresina / PI
Servidor Público
Conto: A outra face da Lua

Ediloy A. C. Ferraro  (12/06/1957) - São Paulo / SP
Advogado
Conto: 
Redenção

Flávio Pupo Ferreira (10/05/1953) - Rio de Janeiro / RJ
Jornalista
Conto: Inferno astral


 Iane Giselda de Cougo Souto (18/10/1962) - Florianópolis / SC
Professora
Conto: Indo à luta


 Isabel Cristina Silva Vargas  (26/11/1951) - Pelotas / RS
Aposentada Serv. Público - Advogada
Conto: Cristo contemporâneo

http://www.camarabrasileira.com.br/cout18-013.html

Josete Maria Vichineski (11/10/1957) - Ponta Grossa / PR
Professora
Conto: O cinamono desolado


 Maria Ioneida de Lima Braga (11/06/1958) - Capanema / PA
Professora de Literatura
Poema: O último dia de Eulália 


Maria Rita de Miranda  (5/02/1951) - São Sebastião do Paraíso / MG
Professora
Conto: Em busca da felicidade


Neri França Fornari Bocchese (3/08/1947) - Pato Branco / PR
Professora
Conto: Como pode????


Paulo Provençal (15/02/1969) - Campinas / SP
Livreiro
Conto: Glúteos em vez de neurônios

Romilton Batista de Oliveira  (15/12/1965) - Itabuna / BA
Professor / Doutor em Cultura e Sociedade
Conto: Uma crônica feita de 
vozes


Willey Hull Willecamp (16/07/1952) - Caxias do Sul / RS
Jornalista aposentado
Conto: O mistério do Valete de Copas

http://www.camarabrasileira.com.br/contosdeoutono18.html