quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

TEXTO 06/2018/ CIRANDA/ POR DO SOL


POR DO SOL

Momento mágico a acontecer
quando o sol, magnânimo,,
encerra seu espetáculo diário
dando lugar com nobreza
para a lua brilhar imponente.

Crepúsculo é hora divina
de recolhimento, beleza e prazer
Ao ser cumprida uma linda missão
e por mostrar que todos tem sua vez.

Isabel C S Vargas
12.01.2018

MEU TEXTO EM MUITO MOINHO PRA POUCO QUIXOTE/CBJE


Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Lamentos

Reginaldo era um homem ímpar. Pele morena, cabelos castanhos lisos, sorriso maroto. Em criança era uma graça. Tinha um sorriso bonito e um certo ar de timidez. De família pobre, não tinha muitos brinquedos; um caminhão, uma bola, bolinhas de gude, mas tinha muitos amigos.
Não  era de briga e a qualquer desavença ocorrida vinha para casa chorando e quem ia resolver o acontecido, colocando ordem na situação  ou tirando partido  por ele era sua irmã  menor.
Na adolescência seu charme aumentou e ele vivia cercado de mulheres. Parecia que tinha mel a adocicar suas palavras para com elas o que fazia com que disputassem sua atenção e seus carinhos.Tudo isso serviu para que seu ego inflasse e ele passasse a não respeitá-las.
Namorou uma durante uns cinco anos, mas ao sair de sua casa ia para bailes,festas, sem se preocupar se ela ficaria  sabendo ou não.
Depois dessa moça ,ficou noivo de outra por mais uns quatro anos, porém  seguindo no mesmo ritmo da anterior. Casou com uma terceira que foi a mãe de seu filho. Abandonou-os quando o filho tinha três anos. Vale ressaltar que entre a segunda e a terceira teve um relacionamento efêmero com outra que lhe deu o primeiro filho. Reconheceu-o no registro Civil mas nunca conviveu com ele.
Parou de estudar no início do então curso ginasial, atual ensino  médio. Gostava de futebol e tocava em uma banda escolar  pela qual trocava tudo.Ganharam prêmios  importantes que sempre  gostava de ressaltar.
Começou a trabalhar cedo, trabalhou  em empresa pública da qual pediu demissão, trabalhou em grandes empresas, trabalhou como autônomo, vendeu uma variedade de coisas .
Quando percebeu que ia ficando para trás, que havia desperdiçado um sem número de boas oportunidades que a vida lhe oferecera, tornou-se uma pessoa amargurada.
Não conseguia perceber a própria culpa como causadora do infortúnio. Atribuía  tudo aos outros. Não conseguia ver seus erros o que o impedia de corrigir rotas e condutas. Teve cargo de chefia em empresa, mas foi péssimo chefe. Descontava suas frustrações nos subalternos.
Apesar de todos esses desencontros consigo mesmo e de ter se tornado uma pessoa de difícil convivência por se achar o dono da verdade, prepotente, arrogante  e sempre reclamando de tudo e de todos,fez aos cinquenta e tantos  anos um curso técnico que o habilitou a exercer  profissão no ramo imobiliário.
Aos sessenta concluiu curso superior por incentivo constante da família que jamais o abandonou tendo sempre a orientá-lo irmãs e sobrinhas.
Reclamar de tudo era seu hábito. Sequer sabia ser grato com a vida e seus familiares com quem brigava e de quem vivia reclamando .Não conseguia ver o outro lado da situação.
Uma enfermidade na garganta o fez parar de reclamar. Hoje repousa, eternamente, junto ao pai e a mãe .
No coração  das irmãs  restou um enorme vazio.

  

MEU TEXTO EM VERSOS BRASILEIROS/ANTOLOGIA POETAS INDEPENDENTES/CBJE


Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Vazio


Respiro fundo. Ciclos se fecharam.
É hora de começar árduas invasões.
Remexer gavetas, invadir espaços
Que não podem ser reclamados.

Tarefa difícil, desvendar privacidade
Estabelecer valores, definir destinos
Brincar de Deus, a dar utilidade
Ao que não tem mais dono.

Não quero mais esse trabalho,
Não quero ser responsável
Por nada que não seja eu mesma
Já que sequer consigo viver a contento.

Vivo repleta de pesos, responsabilidades
Que não preenchem minha vida,
Trazem preocupações inúmeras
Causam sensação de impotência e vazio.

                                                        http://www.camarabrasileira.com.br/vb18-017.html

MEU TEXTO EM ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS 157/CBJE


Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Meu irmão

Desde teu nascimento te amei muito.
Eras meu bebê e desejava  te segurar.
Um bebê lindo melhor que qualquer boneco,
Pois sorrias e choravas... Eras real!

Fomos companheiros de brinquedos.
Aprendi a jogar bola de gude,
futebol de botão, e todos os brinquedos
De nossa geração. Cuidava de ti com desvelo.

Tinha orgulho de ti. Jogavas futebol.
O único a estudar em escola particular.
Acompanhei todos teus passos.
Depois, tua trajetória na banda.

Cuidei de ti toda a vida.
Coisas que não sei explicar o porquê,
mas foste meu quinto filho.
Cuidaste dos meus, mais que os teus próprios filhos.

Hoje,diante de tua rápida  partida
Percebi quão impotente somos
Não conseguindo aliviar tua dor
Nem te proteger do sistema cruel de saúde.

CBJE /OS MAIS LIDOS NOS ÚLTIMOS DIAS


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