quinta-feira, 30 de março de 2017

POEMA QUE CONSTOU NO EVENTO MULHERES PELA PAZ NA ALEMANHA

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PUBLICAÇÃO DIÁRIO DA MANHÃ 11/2017/ AS HORAS


As horas

Momentos de prazer fazem as horas
Passarem depressa demais
Deixando-nos com sabor de quero mais.
Outros instantes são fulminantes
Nos atingem como raio
Imobilizando nossas reações.
Essas horas, muitas vezes, desejamos esquecer,
Pelos danos que nos causam.
Há horas que se arrastam, monótonas
E desejamos que passem depressa.
Insatisfação?
Somos eternos desejantes,
Sempre querendo algo diferente
Daquilo que podemos desfrutar,
Sem nos apercebermos
Da grandeza de ter horas a viver.


Isabel C S Vargas
Publicado no Diário da Manhã/Pelotas/RS
Data:2017.03.30/Quinta-feira/ Página 19

segunda-feira, 27 de março de 2017

MEU TEXTO EM "E AGORA, BOB?" CONTOS/CBJE

 Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Sem retorno à terra natal

           
Ele era jovem, bonito e saudável. Segundo filho de um casal do sul do Brasil. A mais velha, Lorena, ele, Eduardo e o caçula, Rodrigo. O pai era do exército. Família de classe média, viveram sempre no sul, em cidade de porte médio. Como era de esperar, Eduardo seguiu a profissão do pai e ingressou no exército. O incentivo era natural. Respeito, boa remuneração, segurança eram fatores que contribuíram para a escolha, além de agradar o genitor. Tempos de paz, contribuíram, também. Afinal, nenhum risco a temer.
Em certa ocasião o pai conseguiu uma transferência para outro estado.
Foi toda a família, inclusive Eduardo que também obteve transferência.
Lá ficaram cerca de dois anos. Eduardo voltou à cidade para rever familiares.
Visitou uma a uma cada família de tios, primos, primos em segundo grau. Estava feliz.
Vinha se despedir ia ser enviado com um contingente para a região amazônica com a finalidade de manutenção de fronteiras. Iriam enfrentar a mata, enfermidades típicas, acampamentos ilegais de garimpo, de madeireiros, e tribos indígenas de raro ou nenhum contato com o restante da população.
Todos ficaram felizes com a felicidade de Eduardo, mas uma ponta de preocupação existia em todos.
Voltou ao seu destino e de lá um mês depois seguiram na missão.
Uma das notícias que a família teve dele foi que o local era tão difícil, tão selvagem que eles tinham que andar amarrados uns aos outros para não se perderem na floresta fechada.
O que houve depois disso? Ninguém sabe.
Receberam um comunicado oficial, condecoração. Eduardo estava morto e seu corpo não fora encontrado.
Realmente, ele se despedira de toda a família antes da partida.
Aos pais a sensação de perda do filho em uma guerra cujos inimigos eles desconheciam a identidade.
Não tiveram um corpo para velar e enterrar, nunca souberam a história real.

MEU TEXTO EM 3º ANUÁRIO DA NOVA POESIA BRASILEIRA /CBJE

 Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Sou mulher

Fui criança, adolescente, jovem ciente
Que poderia ser o quisesse.
Minha mãe assim me criou.
A meu pai, que desejava direcionar
Meu futuro profissional,
Minha avó já dizia, categoricamente,
Em pouco mais da metade do século passado:
-Deixa a menina ser o que desejar!
Mulheres de grande sabedoria
Que conseguiram ser livres, mesmo casadas
E dentro de suas limitações financeiras.
Ser mulher é ser um universo,
Rótulos não cabem.
Diante de tanta diversidade e pluralidade,
Mulher é sempre ser em mutação,
Em caminhada constante e livre,
Rompendo grilhões,
Gritando com fervor,
Lutando por si e por todas,
Rompendo paradigmas
Orgulhosas de sua missão.
Ser mulher é ser múltipla:
Mulher, companheira,
Esposa, mãe, filha, avó,
Profissional de todas as áreas
E, com tantas tarefas
A vida é pura doação.

MEU TEXTO EM ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS 148

 Isabel Cristina Silva Vargas 
Pelotas / RS


Não te queixes

Confia nos desígnios superiores,
Ergue a cabeça e segue tua vida.
Refaz teus passos na direção dos sonhos,
Não desanime ante os percalços da vida.
Olha ao redor e encontrarás alguém
Mais desvalido e sofrido que tu.
Não te queixes pelo infortúnio,
Sempre há o que agradecer.
Os fortes enfrentam as dores.
O lamento não te dará sustento.
Busca alento em tua fortaleza interior,
Percorre teus labirintos até te encontrares.
Não te queixes de quem te feriu,
Ou de quem não te estendeu a mão.
Levanta-te! Sede exemplo a ser seguido.
Sede bússola a nortear o caminho alheio.
O fraco nunca é norte.
O corajoso não é o que não tem medo,
Mas aquele que supera as adversidades
E, encontra um novo caminho para a felicidade.

3º ANUÁRIO DA NOVA POESIA BRASILEIRA EDIÇÃO 2017



                                                           POETAS SELECIONADOS

___________________________________________________________
 Alberto Magno Ribeiro Montes  (18/04/1953) - Belo Horizonte / MG +
Aposentado
Poema: Tudo azul?
  Aldo Meneguetti (8/12/1956) - Barueri / SP +
Professor
Poema: Avidez

  Anchieta Alves de Santana  (13/02/1963) - Uruçuí / PI +
Professor
Poema: Os encantos da minha terra

 André Luiz de Oliveira Pinheiro (8/12/1966) - Rio de Janeiro / RJ +
Funcionário Público / Arquiteto e Urbanista
Poema: Sou pedaço do "sem fim"

  Carla Rejane Oliveira (11/08/1972 ) - Brasília / DF +
Professora de Letras
Poema: Minha poesia se chama "Me perdoe"

 Domingos Bispo de Sousa (3/11/1991) - Baixa Grande do Ribeiro / PI +
Servidor Público
Poema: Um poema diferente

 Edson dos Santos (12/12/1958) - São Paulo / SP +
Eletricista
Poema: Onde tudo é golpe

 Fábio Ferraz  (4/08/1943) - São Carlos / SP +
Médico
Poema: De mãos dadas


 Francisco Ferreira (26/06/1968) - Conceição do Mato Dentro / MG +
Funcionário público
Poema: Poetrix

 Francisco Martins Silva (10/12/1974) - Uruçuí / PI +
Professor
Poema: Um poema para Hellen Keller

  Helena Maria S. Matos Ferreira  (20/05/1949) - Guapimirim / RJ +
Professora
Poema: A volta

 Henrique Cananosque Neto (6/04/1980) - Lins / SP +
Professor
Poema: Pulsa, pulsa coração

  Iane Giselda de Cougo Souto (18/10/1962) - Florianópolis / SC +
Professora
Poema: Aos índios

  Isabel Cristina Silva Vargas  (26/11/1951) - Pelotas / RS +
Aposentada Serv. Público - Advogada
Poema: Sou mulher


 Ismar Carpenter Becker  (4/06/1952) - Rio de Janeiro / RJ +
Professor
Poema: La ventana


 Iwana Barbosa Taveira de Carvalho (0/00/0000) - Anápolis / GO +
Empresária
Poema: Estações do Caminho

 João Paulo Hergesel (25/07/1992) - Alumínio / SP +
Professor de Língua Portuguesa / Mestre em Comunicação e Cultura
Poema: Pocotó, pocotó

  José Everaldo de Araújo (8/10/1952) - São Paulo / SP +
Técnico em eletrônica
Poema: O vento

 José João da Cruz Filho (10/11/1950) - São Luís / MA +
Professor
Poema: Ainda estás aqui... dentro de mim

 Josete Maria Vichineski (11/10/1957) - Ponta Grossa / PR +
Professora
Poema:
 Álbum de figurinhas

 Juliano Paz Dornelles  (20/09/1979) - Porto Alegre / RS +
Mestre comunicador
Poema: Santo 'cão'

 
Lucas Marcelo Biguinati Aires  (23/08/1988) - Porto Velho / RO +
Enfermeiro
Poema: Lua e Vênus

 Lucivalter Almeida dos Santos  (26/08/1970) - Nazaré / BA +
Professor/Assistente Social
Poema: Noites de luar

 Maria José Zanini Tauil (03/09/1950) - Rio de Janeiro / RJ +
Professora de Literatura
Poema: Chuvas e flores

 Neri França Fornari Bocchese (3/08/1947) - Pato Branco / PR +
Professora
Poema: Nasceu uma mulher

 Paulo Martorano  (3/04/1970) - Suzano / SP +
Professor
Poema: O amor é pura magia

  Rita de Cassia Gimenes (1º/04/1981) - Florianópolis / SC +
Nutricionista
Poema: Rareando

 Roberto Antonio Deitos (22/09/1962) - Cascavel / PR +
Professor universitário
Poema: O choro das lágrimas

 Romilton Batista de Oliveira  (15/12/1965) - Itabuna / BA +
Professor / Doutorando em Cultura e Sociedade
Poema: O mal-estar sem sentido

  Rosemary Gobbo Duarte  (03/06/1943) - Campinas / SP +
Professora
Poema: Com açúcar, com afeto

  Roselena Salgueiro Ruivo (26/08/1954) - Belém / PA +
Psicóloga
Poema: Insanidade


 Ruandro Knapik  (05/10/1987) - Quatro Barras / PR +
Farmacêutico
Poema: Brasili-max

  Rubens de Azevedo Muniz Junior ( 13/03/1942) - São Sebastião / SP +
Economista aposentado
Poema: A minha dor


  Saionara do Nascimento Leão (10/10/1963) - Urandi / BA +
Professora
Poema: Casualidade

  Teresa Cristina Cerqueira de Sousa  (14/11/1961) - Piracuruca / PI +
Educadora
Poema: Rede de poeta

 Valter Rodrigues Cavalcante (6/04/1975) - São João do Piauí / PI +
Assistente de Operações
Poema: Tá me ouvindo?



http://www.camarabrasileira.com.br/anuario2017.html